domingo, 4 de dezembro de 2011

Plantas


Nome Técnico:
Spathiphyllum wallisi Regel

Nomes Populares :
lírio-da-paz, espatifilo

Família :
Angiospermae – Família Araceae

Origem:
Originária da América do Sul



Descrição:
Planta herbácea perene com crescimento em torno de 0,40m, de folhas grandes de consistência coriácea cor verde-escura, ovais de pecíolo longo, ornamentais mesmo sem flores.
Estas são em forma de espádice, brancas e sem perfume.

O florescimento acontece o ano inteiro, mais abundante durante a primavera e verão.

A temperatura não deve ser muito baixa, menos de 15ºC pode paralizar seu crescimento.
Em regiões de climas amenos e frios procura-se proteger a planta, pois o lírio-da-paz requer calor para desenvolver-se melhor.

Outras espécies do mesmo gênero, com aparência igual mas alturas e diâmetros diferentes, o Spathiphyllum cannifolium tem maior altura, cerca de 0,70 m com flores perfumadas e o Spathiphyllum ortgiesii é o maior deles, chegando até a 1,90 m de altura e de grande efeito ornamental.



Modo de Cultivo :
Durante seu período de crescimento são necessárias regas abundantes, mas depois regar frequente e manter o ambiente úmido favorecem a beleza de suas folhas.

Aprecia luminosidade mas não sol direto o que pode ocasionar queima das folhas.
Seu cultivo em interiores com luminosidade indireta ou luz solar coada por cortinas finas é suficiente.



Ao regar não molhe as folhas nem as flores.
Quando as folhas ficarem empoeiradas poderão passar produtos especiais para folhas brilhantes à venda no comércio.
Também há um truque caseiro que dá certo.
Aquele resto de café que sobrou, deixe esfriar e passe com algodão ou um pedacinho de estopa com cuidado sobre as folhas, sem machucá-las, ficarão brilhantes.
Serve para todas estas folhas de plantas de interiores que são brilhantes.

O lírio-da-paz pode ser cultivado em canteiros ou vasos preparados com uma mistura com substrato poroso de boa drenagem.

Aprecia valores de pH em torno de 5,8 a 6,5, então a melhor mistura de cultivo é o composto orgânico com areia, composto orgânico e húmus de minhoca em partes iguais. Preparar o vaso como de costume, colocando brita, cascalho ou manta geotêxtil para garantir a drenagem, uma camada de areia umida por cima e um pouco da mistura recomendada.
Retirar o torrão do vaso ou saco com cuidado para não danificar as raízes e acomodar no novo recipiente, preenchendo as laterais com mais da mistura de cultivo.
Apertar de leve para fixar a muda e regar.
Sempre deixar espaço para a colocação da água para não derramar em cima dos móveis.



Para realizar adubações de reposição de nutrientes, usar adubo granulado tipo NPK formulação 10-10-10, 1 colher de sopa para 2 litros de água.
Colocar numa garrafa PET e sacudir bem para dissolver.
Um dia antes regar o substrato para formar um bulbo úmido.
No dia seguinte colocar cerca de 2 copos de água mais adubo para um vaso grande.
A recomendação de tão pouco adubo pode não fazer sentido, mas para o lírio-da-paz, pequenas doses a cada mês trazem melhores resultados em sanidade e desenvolvimento de folhas do que grande adubação anual.



Paisagismo:
O lírio-da-paz pode ser cultivado sob árvores e em canteiros onde não haja sol direto.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Comigo-ninguém-pode "Dieffenbachia picta Schott"

Comigo-ninguém-pode "Dieffenbachia picta Schott"



Sempre tive curiosidade em saber como essa planta, comum em nossos jardins, praças, arranjos e etc. Pode causar sérias complicações ou ate mesmo óbito, quando uma pessoa qualquer (principalmente crianças, que não conhecem essa planta e as consequências da intoxicação causada pela Comigo-ninguém-pode), mantem o contato direto de forma irracional com essa planta.

Comigo-ninguém-pode?
São plantas perenes que alcançam ate 2m de alturas com caule tortuoso apresentando cicatrizes anelares resultantes da queda das bainhas das folhas mais velhas. Suas folhas são espiraladas, glabras, com numerosas manchas definidas

Gostaria de alertar muitas pessoas principalmente os pais, pois essa planta possui um grau de toxicidade considerável. Lembrando que muitas crianças podem ter contato com essa planta sofrer intoxicações causadas por ela, e nem se lembrar oque ocasionou à intoxicação. Sendo um fator agravante quando elas mesmas ainda nem sabem falar. Os pais devem ficar atentos com as plantas que possuim em casa tanto como no interior (arranjos e dentro outro itens para decoração), externa (no próprio jardim), ou ate mesmo no local onde seus filhos tem costume de brincar com uma certa frequência.

Toxicidade
A natureza química da substancia responsável pela toxicidade ainda não foi completamente esclarecida, o que se sabe atualmente é que:
Essa planta tem uma grande quantidade de idioblastos contendo uma espécie de cristais de oxalato de cálcio em forma de agulhas que podem ser denominados de ráfides. Ou seja esses idioblastos são encontrados em todas as partes da planta funcionando como um ejetor, que expulsa de maneira violenta as ráfides, quando suas membranas celulares e paredes são rompidas.
Não somente é encontrado nesses vegetais o oxalato de cálcio, como também em quantidade considerável para uma intoxicação severa ocasionada pela comigo-ninguém-pode, é encontrado o ácido oxálico e sais solúveis.

Formas de intoxicação
Mais uma vez alerto que as intoxicação de maior frequência ocorrem em crianças devido a ingestão ou contato com a mucosa oral ocasionando rapidamente:

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irritação com sensação de queimadura;
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salivação intensa;
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edema dos lábios, língua e gargante resultando na dificuldade da fala e principalmente causando distúrbio respiratório (Quando ocorrendo intoxicação em potencial resultando em obstrução das vias respiratórias e óbito);
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em intoxicação em potencial podendo ocorrer distúrbio no TGI (trato gastro intestinal), como cólicas abdominais, náusea e vômito;
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Contato da seiva com a pele pode provocar irritação severa, quando intoxicação em potencial dermatite de contato;
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Na mucosa ocular pode provocar inflamação ocular acompanhada de edema e fortes dores que podem durar ate algumas semanas, quando intoxicação em potencial podendo ocasionar congestão, fotofobia, lacrimejamento, com inflamação simultânea da córnea e da conjuntiva


Tratamento
Em primeiro lugar deve ser assegurada a desobstrução das vias respiratórias com administração de líquidos gelados (chás, sucos, água) ou emolientes (leite e gelatina), para proporcionar alivio. Caso necessário administrar analgésicos, anti-inflamatórios e anti-histamínicos. Não sendo recomendado lavagem gástrica nem provocar vômitos devido a presença das ráfides
As áreas irritadas por contato como pele e olhos devem ser lavadas em grande quantidade com água corrente e utilização de colírios antissépticos é recomendado.


Bom espero que essas informações ajudem e mais uma vez alerto os pais e aqueles que possuem crianças em casa fique esperto com as crianças e atento as plantas que se encontram em casa tanto no interior como exterior e também no local onde elas mais frequentam.

grato desde;

Elpidio Felix.